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lunes, 9 de mayo de 2011

Texto sobre la Asociación Mineira Silveira

Brasil y los cultivos energéticos

Con este texto correspondiente a un documento emitido por la Associação Mineira de Silvicultura (AMS) una entidad que aglutina distintas empresas que basan su actividad empresarial en base a la silvicultura. Recordemos que Brasil es el mayor productor mundial de madera y que el sector forestal representa el 3,5 % del Producto Interior Bruto de Brasil y tiene más de 5 millones de trabajadores entre empleos directos e indirectos. Brasil por su extensión y por sus características geográficas tiene la mayor extensión de bosques mundial y el conocimiento propio de una industria tan representativa. El consumo mundial de madera brasileña se cifra en un 65 %.
en el texto se habla del gran futuro que tiene Brasil como parte en las renovables vinculadas a la biomasa y a los biocombustibles y cómo no de la fijación de sus bosques a nivel mundial en lo que respecta a CO2. Ásí una hectárea de bosques tiene la capacidad de fijación de 10 toneladas de carbono al año,. Pero, además, se cita la importancia de los cultivos energéticos que alivia el proceso de agotamiento de las especies forestales autóctonas.
Además los cultvos energéticos son mucho más eficientes al uso del agua, ya que por cada litro de agua se generan 2,9 gramos de madera, 1,8 de azúcar, 0,9 de trigo y 0,5 de judias. Además las plantaciones de cultivos energéticos retienen mucha menos agua que las variedades nativas por la altísima frondosidad de sus copas, Además regula mucho mejor el uso del agua absorbiendo más cantidad en época de lluvias que las secas y devuelve nutrientes a su entorno en niveles del 70 %.
Se citan así mismo las extraordinarias condiciones de integración que se da entre la agricultura, la actividad ganadera y la forestal, suponiendo un complemento de rentas a la propia agricultura. Pero se citan como cadencias cierto abandono por parte de los políticos de los cultivos energéticos y financieramente la falta de financiación de este tipo de actividades empresariales. Además se cita como la importante contribución social que aportan los cultivos energéticos a todo el entorno rural brasileño.
En otro artículo colgaremos el texto cuya introducción de su presidente reproducimos en estas líneas.

A Associação Mineira de Silvicultura (AMS) é uma entidade que congrega importantes empresas que têm na base de sua atividade industrial a atividade de silvicultura. Nossas associadas estão posicionadas nos setores de produção de ferro-gusa, ferroligas, siderurgia integrada, celulose, indústria de chapas de madeira e lápis. Vivemos um momento de grande importância no cenário mundial. Vivenciamos uma realidade em que o setor florestal responde por 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e gera mais de cinco milhões de empregos diretos e indiretos, com expressiva representação em nossa balança comercial. Em todo o mundo a madeira utilizada ainda tem, em sua origem, 65% representada por madeira nativa. Por isso, o cenário é de oportunidades e a necessidade da criação de cenários virtuosos estimuladores de investimento no setor é primordial. O Brasil se destaca por suas características naturais tanto no tocante ao clima, quanto ao solo e à extensão territorial, bem como pelo amplo desenvolvimento das técnicas e tecnologias fruto do trabalho árduo e competente dos silvicultores e cientistas nacionais. Além da utilização da madeira plantada para construção civil, produção moveleira de qualidade, essências vegetais, celulose (que produz o papel mais virtuoso em sustentabilidade do mundo) e lápis certificado, existe ainda a inestimável possibilidade de contribuir no tocante à geração de fontes de energias renováveis.
Em nossa história natural passamos sempre por processos que se iniciam na conquista do recurso existente, na total dominação do conhecimento de suas reações, em seus usos e, por fim, no modo de obter tal recurso, ou substituí los eficientemente de forma perpétua. Foi assim desde o domínio do fogo. Só a possibilidade da renovação leva à possibilidade de perpetuação do que quer que seja. Nesse contexto tão produtivo assistimos à eficiência da criatividade, da competência, e porque não dizer, da genialidade do homem. O etanol, o biodiesel, a tecnologia dos motores total flex são exemplos desses grandes feitos. E o patrono de tais conquistas definitivamente é o uso da biomassa, do biocombustível sólido, do carvão vegetal.
Um hectare de floresta plantada consome dez toneladas de carbono da atmosfera por ano, contribuindo para a diminuição da poluição, do aquecimento global e combatendo o efeito estufa, além de produzir quantidade de madeira equivalente a dez hectares de mata nativa. Assim, as plantações de florestas têm cumprido seu papel fundamental de reduzir a pressão sobre as matas nativas. Estudos recentes revelam que a floresta plantada é muito eficiente no aproveitamento da água. Enquanto um litro produz 2,9 gramas de madeira, a mesma quantidade de água produz apenas 1,8 gramas de açúcar, 0,9 gramas de grãos de trigo e 0,5 gramas de grãos de feijão. Ela retém menos água que as matas nativas que têm as copas maiores, permite que a água chegue ao solo mais rapidamente por ter menos folhagem, que também diminui a evaporação para a atmosfera. Tem uma capacidade de absorver mais água na época das chuvas e menos na época da seca, e suas raízes não ultrapassam dois metros e meio, portanto não chegam aos lençóis freáticos. Quase tudo o que uma floresta plantada retira do solo é devolvido. Após a colheita, cascas, folhas e galhos que detêm 70% de nutrientes da árvore, permanecem no local e incorporam-se ao solo como matéria orgânica, além de contribuir para o controle da erosão.
E as florestas plantadas apresentam ainda excelentes resultados com a adoção da Integração entre Lavoura, Pecuária e Silvicultura (ILPS). Além de ser uma excelente maneira de recuperação de áreas degradadas, o ILPS é um consórcio de reposição de nutrientes que permite às diversas culturas e rebanho envolvidos no processo de alcançar índices de produtividades significativos. Também se caracteriza como um uso mais eficiente e racional do solo, possibilitando melhores condições de renda ao produtor rural que encontra nessa diversificação uma possibilidade real de incremento na viabilidade de seus empreendimentos rurais.
Em que pesem todas essas virtudes, ainda temos um longo caminho a trilhar. O Brasil tem urgência na implementação de políticas públicas no sentido de se perpetuar esse significativo ativo brasileiro que é a produção de florestas. No Congresso Nacional, projetos de leis modernos como o que reconhecem o cultivo de árvores como atividade agrícola, com todos os mecanismos e conceitos inerentes a essa realidade, convivem com outros que visam a limitar o plantio de forma a levá-lo a sua inviabilização. A ausência de fontes de financiamento adequada às necessidades da atividade restringe sua necessária expansão. Contribui com esse fato o excessivo ônus fiscal e um processo de licenciamento cartorário e ineficaz.
Trata o presente trabalho de uma singela apresentação que demonstra um pouco do extenso e importante trabalho social patrocinado por nossas associadas, bem como alguns dados que caracterizam a posição macro do setor. Os ganhos sociais gerados pela atividade de silvicultura talvez sejam uma de suas maiores virtudes pela renda gerada para o País, pelos empregos criados, por ser uma alternativa aos já tão sacrificados produtores rurais e, sobretudo, por ser a única forma sustentável de atender a demanda humana por madeira e seus derivados.
Esperamos que este trabalho alcance seu objetivo de colaborar com o estímulo a expansão dessa atividade tão importante quanto urgente para a nossa sociedade.
Boa leitura.
Bernardo de Vasconcellos
Presidente da Associação Mineira de Silvicultura

sábado, 7 de mayo de 2011

¿Ha sido buena esta semana para la biomasa?

Esta semana hemos reseñado las siguientes noticias:
  • Empezamos la semana dando un repaso al conflicto entre ecologistas y ENCE respecto al modelo de cultivo energético que lleva el líder nacional en explotaciones forestales, ya que a nivel mundial alcanza un total de 113.000 hectáreas gestionadas. Este es el enlace: http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/de-nuevo-la-polemica-sobre-el-eucalipto.html
  • Conocíamos con detalle que la biomasa es la inversión en renovables favorita por los inversores institucionales a nivel mundial. No quita que se reconozca la dificultad de todo el proceso de desarrollo de proyecto, pero allí está con un 37 % de los inversores considerándola como la mejor opción. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/la-biomasa-sigue-como-preferida-entre.html
  • Nos dimos un repaso por la entrevista realizada a la Directora de Sostenibilidad del Grupo CEMEX en España en donde resalta la escasa recuperación de residuos que realizamos en Aragón, donde el 76 % de los residuos se llevan a vertedero. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/la-biomasa-sigue-como-preferida-entre.html
  • La magnífica noticia vino de la mano de Europa donde se está contemplando la posibilidad de subvencionar las plantaciones de cultivos energéticos hasta con 400 euros por hectárea. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/parece-que-finalmente-la-pac-puede.html
  • La llamada de atención nos vino de la antigua Directora General de Conservación de la Naturaleza del Ministerio de Medio Ambiente que nos advertía que el 80 % del presupuesto para los bosques van para apagar incendios y el 20 % para conservación. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/hacemos-todo-por-nuestros-bosques.html
  • Recogíamos así mismo como noticia que el Senado estaba planteando una serie de cuestiones de cómo mejorar nuestros bosques proponiendo un mayor consumo de biomasa a nivel nacional para crear empleo y realizar una mejor conservación de nuestros bosques. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/el-senado-estudia-como-revitalizar.html
  • Así mismo se informaba que el INIA abandonaba su planteamiento inicial de hacer un centro de investigación en Teruel sobre cultivos energéticos y lo iba a utilizar para fines de investigación agroalimentarias. Para nosotros una ocasión perdida: http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/una-oportunidad-perdida.html
  • Por último y leyendo el último informe realizado por la FAO a raíz del Año Internacional de los Bosques, donde se repasaba la situación de los bosques en el mundo, nos llevábamos la grata sorpresa de que España ha sido el páis que más ha visto crecer su extensión de bosques en el último decenio con una superficie de 118.500 hectareas superiores. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/segun-la-fao-espana-es-la-que-mas-crece.html
  • Por último dábamos un repaso a las gestiones administrativas que deben sucederse para conseguir una planta de biomasa para la generación de electricidad. Un mínimo de 22 pasos que hacen la labor ardua y difícil. http://aragonbiomasa.blogspot.com/2011/05/los-pasos-administrativos-para-una.html

jueves, 5 de mayo de 2011

Una oportunidad perdida

Realmente es una pena que esto haya ocurrido. Se iba a crear un centro para investigación de cultivos energéticos en Teruel y al final resulta que lo reorientamos hacia usos agroalimentarios, cuando ya hay otros organismos investigando sobre lo mismo.
No estamos queriendo decir que no haya que investigar sobre agroalimentación, que por supuesto hay que hacerlo, como debemos investigar todo. Lo que preocupa es que algo que tiene muchísimo futuro no le demos la importancia que requiere. Y todavía más en el caso de Aragón que cuenta con agua y territorio y cultura para llegar a tener una posición preeminente. Y lo que más preocupa es la sensación de ir dando bandazos respecto al futuro de la investigación. Como cualquiera de los investigadores que tiene y ha tenido la humanidad, hubiera empezado así todavía estaríamos en la edad media, porque lo que caracteriza a un investigador es una perseverancia en sus investigaciones. Si se ha desarrollado una línea que tiene mucho futuro, mientras el precio del petróleo esté donde esté y mientras queramos contribuir a la preservación de nuestro entorno, hay que seguir por esa línea porque con ella podemos ayudar a cambiar la realidad de nuestro entorno rural, complementando la actividad agrícola y dando oportunidades a nuestros agricultores a diversificar el tipo de rendimiento que podrían llegar a obtener.
La verdad que la labor que en Aragón hace el CITA es encomiable siendo a todas luces una de las joyas con las que Aragón cuenta. ¿Pero no podría haber desarrollado el CITA su conocimiento profundo de nuestra tierra para abogar por un tipo de cultivos que puede dar mucha estabilidad a nuestras comarcas? ¿No podría ser los cultivos energéticos una oportunidad para crear empleo en nuestro campo, aumentando incluso las zonas de cultivo? No hay que olvidar que muchas variedades de cultivo leñoso necesitan hasta tres veces menos de agua que otros cultivos, y con los cultivos racionalizaríamos mucho más el uso del agua. Mientras otras comunidades, como Castilla La Mancha, prepara incluso subvenciones para plantación de cultivos energéticos, en Aragón dejamos pasar oportunidades de oro.
Si al final los cultivos energéticos van a contar con la subvención de la PAC, es sencillamente porque Europa considera que debemos ir yendo hacia un mayor autoconsumo de energía, si no no aplicarían la PAC a cultivos energéticos. Sin embargo, aquí en lugar de aprovechar el tirón que puede tener una medida de este tipo, nos dedicamos a cambiar la filosofía inicial de un centro de investigación que podría convertir a Aragón como una referencia a nivel internacional. Si la administración confiara de verdad en el futuro de los cultivos energéticos, no se tomarían estas decisiones y si la administración parece recula sobre ellas, ¿que confianza se puede llegar a ofrecer al agricultor para que considere también los cultivos energéticos como una posible opción de plantación?
De verdad, comprendemos las razones por las cuales se ha tomado esta decisión, por ser una actividad nueva y que todavía no se considera como fuente de actividad por parte de los agricultores y que la actividad agroalimentaria sigue siendo para nosotros una fuente esencial de riqueza. Sólo queda la esperanza que el INIA se replantee esta decisión porque para Aragón puede llegar a ser un sector estratégico.
El enlace original lo tienen aquí.

F.J.M. / Teruel

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Asistentes a las jornadas en la mañana de ayer en el Banco de España. DIARIO DE TERUEL / ISMAEL RAMÓN

El Instituto Nacional de Investigación y Tecnología Agraria y Alimentaria (INIA) pretende tener funcionando en enero del próximo año el centro de investigación que ha construido en Platea, cuyo contenido reorientará para dedicarlo a los productos agroalimentarios en lugar de a los cultivos energéticos como estaba previsto en un principio.

El director del INIA, Manuel Núñez, confirmó ayer en Teruel que la recepción del edificio tendrá lugar este mismo mes, aunque no será hasta después del verano cuando se encuentre completamente amueblado y acondicionado para sus futuros usos.

Núñez asistió a las jornadas que durante dos días ha celebrado el INIA en Teruel y Calanda para hacer un seguimiento de los 50 proyectos de investigación sobre productos agroalimentarios que se están realizando con cargo al Plan de Actuación Específico para Teruel.

El máximo responsable del INIA anunció que los proyectos tendrán continuación y que habrá un nuevo desembolso económico para poder continuar con las investigaciones.

“No es un punto y final, es un punto y seguido”, dijo Núñez, quien no avanzó las cantidades que se destinarán para continuar con la investigación porque las mismas dependerán de los objetivos que se planteen a partir del resultado de estas jornadas. Sí adelantó que se está hablando de “cuantías importantes”.


lunes, 2 de mayo de 2011

La PAC y los cultivos energéticos

Parece que finalmente la PAC puede contemplar ayudas a los cultivos energéticos en torno a 400 euros la hectárea. La noticia no se da como segura pero si parece tiene visos de confirmarse, ya que todo el mundo esperaba al mes de mayo como fecha para acabar de dirimir una serie de cuestiones. Hasta el momento la ayuda era de 45 euros por hectárea para un máximo de 2.000.000 de hectáreas contemplado en el Reglamento 1782/2003. En ese momento hubo una alta aceptación mediante contratos con los productores de cultivos bioenergéticos, tanto para las siembras de cereales como para las de oleaginosas destinados a producir biocarburantes. No obstante, dada la evolución de los precios de ambos productos en el mercado mundial y luego una reducción en las ayudas de casi un 30 % por rebasar la superficie máxima establecida.

Para esta campaña, no ha habido casi contratos porque la expectativa de precios parecen altos para las empresas de biocombustibles por lo que casi no se han firmado contratos, especialmente afectados por rumores de eliminación de ayudas.

Hasta ahora la incertidumbre venía especialmente por los que producían o querían producir biomasa para producción eléctrica o térmica, dado que no estaba claro qué tipo de cultivo daba derecho a ayuda o cuales no. Así AVEBIOM se hacía las siguientes preguntas de si estaba contemplado en la PAC o no los siguientes cultivos:

  • Poner, por ejemplo, chopo a alta densidad y a rotación corta se contempla o no en los supuestos de solicitud de ayuda.
  • Si los cultivos plurianuales de tipo agroforestal (como chopo, sauce, robinia) recibirán cada año la ayuda establecida sin ningún problema.
  • Si no existirá ningún impedimento administrativo para que las parcelas dedicadas a cultivos energéticos plurianuales para biomasa admitan el Pago Único.
  • Si sus parcelas tendrán algún tipo de modificación en cuanto a su ordenación productiva a la hora de introducir un cultivo agroforestal, es decir, que puedan dejar de ser agrícolas y se plantee un cambio de uso a forestal y sus repercusiones futuras.
  • Si la presión administrativa y social al sector primario, para amortiguar el cambio climático y las emisiones y reducir la dependencia energética exterior europea, tiene traducción en compromisos reales de apoyo económico al sector, con primas adicionales (nacionales o europeas) que fomenten estos nuevos cultivos que son fuentes renovables y sostenibles de energía.
  • Si la propuesta de subvencionar hasta el 50% los costes de implantación de los cultivos energéticos plurianuales es seria y será efectiva, tras el chequeo de la PAC, a partir del mes de mayo, según plantean algunos de los países de la UE a la cabeza en la gestión energética sostenible.

Por último, sería correcto preguntar, además, cuántas y cuáles son las referencias reales en la experimentación con este tipo de cultivos agroforestales, encaminadas a orientar tanto a quienes van a tomar la decisión de plantar, como a aquellos que gestionan y colaboran en la buena marcha del sector productor básico, en la creación de empleo y riqueza y en el sostenimiento de un entorno agro-ambiental diverso. Al hilo de estas preguntas viene los comentarios que hemos hecho en esta página sobre el alcance de grandes proyectos de investigación como el de On Cultivos, donde todavía en el sector hay grandes dudas sobre qué variedad plantar debido a que una producción a 20 años requiere acertar desde el momento inicial.

En definitiva, parece ser que empezamos a ver la consideración de la PAC a cultivos energéticos vinculado a la biomasa como una opción real y es una noticia que realmente puede tener consecuencias importantes. La noticia la podemos encontrar en este enlace.


La PAC rentabiliza la biomasa

Los borradores de la reforma de la Política Agraria Común prevén ayudas directas de hasta 400 euros por hectárea y año a los cultivos bioenergéticos


02/05/2011 l. urdiales | redacción


La cara verde de la Política Agraria Común reflejará el giro hacia los cultivos de biomasa, de forma especial en los del tipo leñoso que ahora comienzan a establecerse sobre terrenos antes ocupados por la agricultura tradicional. La cara verde de la PAC aparece ya en los borradores que se elaboran en la reforma de criterios de ayudas e incentivos agrarios que regirán la intervención pública sobre el agro durante el próximo lustro, con una dotación económica que terminará por consagrar la alternativa de la producción bioenergética: se ha fijado como estimativo un incentivo que podrá llegar a los 400 euros por hectárea y año, ayuda directa, que termina por revestir de atractivo y rentable esta forma de trabajo agrícola. En la provincia de León se ha abierto ya una cuña de actividad en torno al sector primario que refleja expectativas impensables en el sector. Las promotoras trabajan desde hace año en hacer acopio de hectáreas para dar soporte durante las dos próximas décadas a la demanda de materia prima de las fábricas de generación energética que se han proyectado y que se ejecutan en estos momentos en la provincia. Alrededor de 2.000 hectáreas de terreno agrícola están ya dedicadas a esta función productiva, que se sujeta en un modelo que tiene poco o nada que ver con el tradicional; incluido para los arredantarios de la propiedad que se va a dedicar a producir energía por biomasa. Se contrata por plazos medios que van entre los 17 y los 20 años, con condiciones con las que la agricultura tradicional no puede competir, por rendimientos principalmente. La bendición económica de la PAC a los cultivos leñosos para aprovechamiento bioenergético -”que a lo largo de los tres próximos lustros van a aportar residuos forestales a las centrales de biomasa-” se sostiene por la función de respeto medioambiental y sostén de los protocolos de reducción de CO2 que compromete a los países europeos a mermar la dependencia de combustibles de origen fósil. La masa de arbolado que comienza a plantarse en las áreas agrícolas más rentables de la provincia leonesa se explotará además como balsa de absorción del CO2, otro yacimiento económico que entra en las previsiones de rentabilidad que las empresas promotoras de la producción y la transformación de la biomasa. León se ofrece como paradigma del sector agroenergético: cuanta con cinco proyectos de generación industrial que están en fase de ejecución o a punto de iniciarse y un tamiz de tierras agrícolas replantadas con una clase de chopo modificado genéticamente para cambiar el paisaje agrario tradicional. Un cambio que afectará sin duda en los próximos años a la estructura agraria debido a que la búsqueda de superficie para la producción de biomasa se concentra ya en el entorno de las riberas y zonas dedicadas al regadío; incluso en los terrenos que ya están dotados de sistemas de riego a la demanda. También en esta consideración han reparado las empresas que buscan dotarse de materia prima para la incipiente forma de producción energética. Los cultivos leñosos asentados en zonas de modernización no precisarán ni de mano de obra para las tareas de riego en las épocas de estío. El negocio aún está dedicado a ampliar las áreas repobladas con las especies que mejor rendimiento ofrecen a la hora de aportar biomasa a las centrales energéticas que van a comenzar a producir electricidad desde las riberas del Esla, la Bañeza y el entorno de León capital.

sábado, 30 de abril de 2011

Lo que se publica del proyecto Lignocrop

El enlace original está en este enlace.

Iberdrola Renovables ha puesto en marcha el proyecto Lignocrop a través de la primera plantación de cultivos energéticos en la localidad de Peñafiel (Valladolid). Esta iniciativa es la más avanzada que se ha emprendido hasta la fecha en el mundo en el ámbito de la mejora de la gestión y operación de este tipo de cultivo.

ENVIADO POR: ECOTICIAS.COM / RED / AGENCIAS, 07/04/2011, 12:56 H | (365) VECES LEÍDA

El alcalde de Peñafiel, Félix Ángel Martín, y el director regional de la compañía en Castilla y León, Fernando Martínez Riaza, han intervenido en la demostración de la fase inicial de dicho proyecto y en las labores de plantación en los terrenos de este municipio vallisoletano.

La iniciativa Lignocrop, liderada por Iberdrola Renovables, cuenta con la participación del Centro de Investigación Forestal (INIA-CIFOR), el Instituto Valenciano de Investigación Agraria (IVIA) y la Universidad de Castilla-La Mancha (UCLM), así como con la financiación del Ministerio de Ciencia e Innovación a través del Plan E.

Con un presupuesto que asciende a cerca de 3 millones, contempla la plantación de un total de 55 hectáreas de cultivo energético leñoso en tres ubicaciones geográfica y meteorológicamente muy distintas: Peñafiel, Archidona (Málaga) y Molina de Aragón (Guadalajara). Los géneros seleccionados son Populus, Salix, Robinia y Paulownia, este último solamente para Archidona.

La compañía, líder mundial en el sector de las energías renovables, ha elegido Castilla y León para lanzar este innovador proyecto de investigación y desarrollo, que cuenta con el apoyo de la Junta de Castilla y León y el citado municipio vallisoletano.

En Peñafiel, en concreto, se van a plantar chopos, sauces y robinias en aproximadamente 14 hectáreas durante seis años, en ciclos de corta rotación -tres años-.

Lignocrop es la primera iniciativa que desarrolla un estudio sobre la optimización de toda la cadena logística de los cultivos energéticos: selección genética de los mismos, producción de la planta en el laboratorio, crecimiento en los emplazamientos más adecuados, proceso de recolección y preparación, acondicionamiento de la biomasa y entrega en la central eléctrica.

ECOticias.com – ep

lunes, 25 de abril de 2011

Los MW en fase de proyecto doblan los instalados en biomasa

Hoy ha caído en nuestras mano la primera parte de un artículo denominado la Biomasa como alternativa eléctrica y que viene como resultado de las nuevas orientaciones que están buscando las constructoras para reducir sus resultados cíclicos de la construcción. Posiblemente dicha diversificación se espera que sea para largo, dados los continuos incrementos que se ha producido en los últimos años en la construcción en España y que hace imposible mantener el ritmo producido máxime con las restricciones presupuestarias que nos estamos viendo obligados a practicar. Y efectivamente nombres como Acciona, ACS, Aldesa, Comsa, FCC o Sacyr se han subido o se están subiendo al carro de la energía de la biomasa.

Resulta muy interesante este artículo en cuanto que a parte de citarnos las ventajas de la biomasa que en muchas ocasiones hemos hecho alusión a ella nos da una idea clara de cual es el estado actual de la biomasa en España. Estos son los números actualizados:

  • En la actualidad están en funcionamiento 54 plantas de biomasa en España repartidas por todo el territorio nacional con una potencia instalada de 454 megavatios. De ellas 26 son de tratamiento energético de diferentes tipos de biomasas con 355,5 megavatios instalados, 26 de biogás con 95 megavatios y 4 de gasificación con 3,7 megavatios instalados. Este volumen de actividad queda lejos de los objetivos fijados en el PER 2005-2010 mientras que en otras renovables estos objetivos se han visto ampliamente sobrepasados.
  • Las plantas actualmente en proyecto, en distinto estado de desarrollo, son 84 con una potencia a instalar de 952,86 MW. De ellas, 65 de biomasa (788,66 MW), 4 de gasificación (3,75 MW), 10 de biogás (160,45 MW) y 5 de pellets.
Este último punto es el que llama poderosamente la atención, que supone más que doblar la cuota que había a finales del año pasado. Desde los 454 MW instalados pasamos a estar en fase de proyecto un total de 952,86 MW, eso quiere decir que se está corriendo y mucho en el desarrollo de nuevas plantas y nuevos proyectos, situación que no hace más que alegrarnos porque parece que el sector por fín empieza a despegar. Siendo estos datos tal como se presentan la suma de ambas partidas supondrá que en el plazo de un año habrá un total de 1400 MW instalados que viene a ser la cuota asignada para la biomasa en el próximo PANER. Todo ello conllevará que a finales de 2020 se espera que haya una potencia instalada en plantas de biomasa que rondarán los 2.800 MW. Hay que recordar que el antiguo Plan de Energías Renovables acabado a finales del año pasado tenía como objetivo 1849,8 MW de potencia instalada, cifra que refleja el alto grado de incumplimiento de la biomasa en el anterior plan.
Queda mucho por hacer todavía pero tal y como se expone en el artículo, España es el tercer país dentro de Europa que más posibilidades tiene la biomasa, debido a su extensión de bosques. Por último nos ha sorprendido el dato que se anuncia teniendo en cuenta que la reducción de incencios supondría entre un 30 % y un 70 % los incendios que sufrimos. Esto conllevaría mejora en el medio ambiente y económica cifrada en 130 millones de euros anuales si con la puesta en valor de la biomasa se consiguiera reducir el 30 % de los incendios.
En resumen muy buen artículo y desde aquí damos la enhorabuena a la página Capital Madrid que ha hecho una perfecta descripción de la actualidad de la biomasa y de sus perspectivas de futuro. El artículo lo tienen, como siempre, en este enlace y decirles que estaremos pendientes de la segunda parte.


Las empresas de servicios buscan nicho ante la crisis energética y de la construcción

Biomasa

Ignacio Mulas.– La diversificación del negocio principal es una estrategia habitualmente seguida por muchas empresas del sector, inicialmente sólo constructoras, que en los últimos años han competido con éxito en ámbitos tales como los servicios, las concesiones o la energía. El objetivo común ha sido diversificar el riesgo y aplicar su experiencia y recursos a actividades con ingresos recurrentes y con expectativa de mantenimiento a largo plazo. Uno de estos nichos ha sido la producción de energías renovables. Sin embargo estas actividades están atravesando una fase de incertidumbre asociada al cambiante e insuficiente marco normativo y a los recortes de las ayudas públicas, a causa principalmente de la dura consolidación fiscal acometida por el gobierno, que imposibilita rentabilizar nuevas inversiones y, con ello, la necesaria expansión de algunas energías renovables.

Una de las más afectadas y que sin embargo ofrece más que ventajas -tanto por su bajo nivel de coste para el erario público como por sus incontestables aportaciones a la mejora del medio ambiente y de la salud, la prevención de incendios forestales, el recorte de emisiones nocivas y la drástica disminución de residuos forestales agrícolas, ganaderos y urbanos que induce- es la generada a partir de la biomasa, en el que están operando, junto a una importante cantidad de empresas especializadas y de pequeños productores, muchas empresas tradicionalmente dedicadas a la construcción tales como Acciona, ACS, Aldesa, Comsa, FCC o Sacyr.

En la actualidad están en funcionamiento 54 plantas de biomasa en España repartidas por todo el territorio nacional con una potencia instalada de 454 megavatios. De ellas 26 son de tratamiento energético de diferentes tipos de biomasas con 355,5 megavatios instalados, 26 de biogás con 95 megavatios y 4 de gasificación con 3,7 megavatios instalados. Este volumen de actividad queda lejos de los objetivos fijados en el PER 2005-2010 mientras que en otras renovables estos objetivos se han visto ampliamente sobrepasados. Las plantas actualmente en proyecto, en distinto estado de desarrollo, son 84 con una potencia a instalar de 952,86 MW. De ellas, 65 de biomasa (788,66 MW), 4 de gasificación (3,75 MW), 10 de biogás (160,45 MW) y 5 de pellets.

El potencial de crecimiento de las centrales de generación de energía eléctrica a partir de la Biomasa es superior al de otras tecnologías a causa del singular potencial de la reserva de recursos biomásicos que genera nuestro país, ya que España se sitúa como el tercer país europeo con mayor potencial en este ámbito. Pero las plantas en proyecto dependen de que se pueda alcanzar un mínimo umbral de rentabilidad en las inversiones y de estabilidad en el acceso a esos recursos biomásicos, cuestiones ambas que en la actualidad no está plenamente aseguradas.

Por motivos de todos conocidos -como son la actual catástrofe nuclear en Japón, la inseguridad que las revueltas en el norte de África suponen para nuestro suministro de gas y petróleo o los vertidos de combustibles fósiles en Méjico hace poco tiempo- se ha reabierto el debate de cómo debe acometerse el diseño del plan energético nacional y la composición del mix de producción más favorable a nuestro intereses, que a su vez minimice nuestra tradicional dependencia del exterior en combustibles fósiles. Parece el momento de reflexionar sobre las ventajas, carencias, expectativas a corto plazo y rentabilidad final de la energía producida a partir de la biomasa, porque dentro de las renovables es considerada erróneamente -quizás porque no crea problemas de ningún tipo- como prácticamente residual, cuando su potencial de crecimiento, sus ventajas y su coste a largo plazo son claramente favorables frente a otras opciones.

La biomasa térmica, eléctrica y de biogás es la energía renovable que más empleo directo crea. También es la que más empleo indirecto induce porque el aprovechamiento de los residuos agrícolas, forestales y urbanos implica la necesidad de tratarlos y trasladarlos, lo cual conlleva actividad y empleo añadidos en muchas y diferentes ubicaciones geográficas. Produce importantes retornos al erario público (IVA y otros impuestos, cotizaciones a la SS, etc.) y a diferencia de otras renovables, puede asegurar un suministro de energía a la red pleno y constante porque el volumen de estos recursos es más que suficiente para atender en continuo e ininterrumpidamente la demanda que se le exija y, sobre todo, son perfectamente controlables y mensurables.

Preservación del Medio Ambiente

Sin embargo, los beneficios más relevantes de la utilización de las biomasas para generar energía provienen de su inestimable contribución a la preservación y mejora del medioambiente y de su protagonismo indiscutible en la prevención de incendios forestales, que puede tasarse también en términos económicos y que por ello demuestra sin paliativos su evidente rentabilidad social y económica. La biomasa pone en valor residuos que, en su defecto, son abandonados, enterrados o llevados a vertedero, con el consiguiente riesgo asociado de producir plagas, contagios, infecciones de personas y animales, aumento de territorios contaminados, etc. Por ello también reduce significativamente la factura sanitaria.

Reduce la dependencia energética de España sustituyendo, en términos de producción de energía, su equivalente en combustibles fósiles. Contribuye a la reducción de emisiones de gases de efecto invernadero (GEI) por tres vías: su utilización para generar energía no emite este tipo de gases; evita los que se producirían por la descomposición incontrolada de estos residuos; y al poder reducir las emisiones de CO2 en un volumen estimado de 24 millones de toneladas al año -la mitad de las exigencias comunitarias para España- reduce automáticamente importantes costes en los que habría que incurrir en el mercado de emisiones. Mientras que en el uso de otros combustibles para generar energía se internalizan estos costes, el actual marco normativo no lo permite en la biomasa.

La COSE (Confederación de Organizaciones de Selvicultores de España) considera que si se valorizase energéticamente toda la biomasa forestal existente en nuestro país, se evitarían entre el 30% y el 70% de los incendios que cada año asolan la geografía española lo cual, en términos puramente económicos, ya justificaría con creces las peticiones de actualización de primas que pide el sector para poder seguir invirtiendo, porque según los datos del ministerio de Medio Ambiente para el período 1999-2009, el coste de extinguir el 30% de los incendios producidos ascendió a más de 130 millones de euros anuales, que por sí solos representan prácticamente la totalidad del importe de actualización de las primas que demanda el sector.

Para alcanzar los objetivos asignados en el nuevo PER 2011-2020 que está elaborando el gobierno, el sector está reclamando la puesta en marcha de una serie de medidas que deben mejorar tanto el marco normativo como el marco retributivo, y que analizaremos la próxima semana.

martes, 19 de abril de 2011

Chile desarrolla cultivos energéticos del nopal

Hoy tenemos otra noticia sobre el nopal que tan interesante nos ha parecido siempre porque no deja de ser una variedad de secano. Hace ya unos meses nos difundíamos la noticia que se estaba empezando a usar para generar electricidad a través de su gas, en México. Las propiedades del nopal son de mayor eficiencia incluso que la jatropha para la producción de biodiesel. Además se da la circunstancia que en México, al ser la especie autóctona, las producciones son elevadas teniendo en cuenta su mínimo consumo de agua. México ha sido pionero en la utilización de Nopal para usos energéticos, donde incluso forma parte de la cesta de la compra dado su gran consumo. Es tan autóctono en México que aparece hasta en la bandera del propio México. Los estudios que se han hecho en México demuestran que es mucho más efectivo la producción de biodiesel a través del nopal que a través de la Jatropha. En México los estudios han venido realizándose por la empresa Nopal Energía y Vida dirigida por Rogelio Sosa López..
Ahora parece que se está utilizando en Chile, para la producción de energía. La producción seria de 40 toneladas por hectárea y necesitaría de un total de 150 hectáreas para producir 1 megawatio. El nopal tiene la posibilidad de ser obtenido en dos cosechas al año, por lo que genera una mayor seguridad de suministro al disponerse en dos veces al año y además puede llegar a generar mayor empleo. Los residuos del nopal además mejora las tierras al fertilizar terrenos tan áridos. Cualquier investigación en este entorno creemos será realmente interesante para nuestro país que cuenta con extensas zonas desérticas.
El enlace original lo encontrará en este enlace.


Chile busca producir energía del nopal

Lunes, 18 de abril de 2011
Sembrado de nopal

Cultivos de nopal en el desierto de Atacama podrían generar energía para la región.

En la región de Atacama, en Chile, terreno árido y poca agua son constantes. Una planta que habitualmente necesita de estos dos ingredientes podría resolver un problema de la región. Se trata de la tuna o nopal, con la cual un equipo de científicos chilenos planea producir energía eléctrica.


Según explicó a BBC Mundo el coordinador de este proyecto, el doctor Alexis Vega, en varias parcelas experimentales en Copiapó se ha comenzado a sembrar el cactus, y el proyecto debe estar terminado para el año 2013.La idea es producir biomasa de las paletas del nopal, en forma continua y sostenible, y de ellas crear bioenergía, asegura el equipo del Instituto de Biotecnología y la Facultad de Ciencias Silvoagropecuarias de la Universidad Mayor de Chile.

El principal desafío del proyecto es lograr producir al menos 40 toneladas de materia seca por hectárea por año.

Y los especialistas estiman que podrían llegar a generar 1 megawat/hora con 150 hectáreas de nopal.

"Si lo logramos, esto haría competitivo al nopal frente a cualquier otra especie agrícola para bioenergía que se cultive en zonas áridas", explica Vega a BBC Mundo.

¿Cómo funciona?

Planta de nopal en Chile

Las paletas de la planta de nopal pueden generar bioenergía.

El proyecto emplazado en Atacama es capaz de crear dos tipos de energía limpia.

La primera consiste en la deshidratación de las paletas del cactus con energía solar, para luego ser transformada en pellet que es utilizado como combustible en las calderas de las centrales a carbón.

La otra posibilidad es transformarlas en gas metano, que genere a su vez electricidad.

Vega asegura que a fines del año 2013 dos de las empresas chilenas que han invertido en este proyecto podrán iluminar sus instalaciones gracias a una planta piloto de tunas que instalarán en sus terrenos y que producirá 1,5 megwatts de energía.

"Al finalizar este proyecto lo que pretendemos garantizar el suministro continuo y sustentable de biomasa, porque ya tenemos cómo procesarla. Así que no descarto que esta energía pueda llegar a las viviendas de la zona", asegura Vega.

¿Alternativa sustentable?

"

Al finalizar este proyecto lo que pretendemos garantizar el suministro contínuo y sustentable de biomasa, porque ya tenemos cómo procesarla. Así que no descarto que esta energía pueda llegar a las viviendas de la zona."

Doctor Alexis Vega, Universidad Mayor, Chile

Según el doctor Vega, en Chile hay una nueva y creciente demanda de combustibles renovables para la generación de energía eléctrica.

Esto se debe a una nueva legislación aprobada en 2010, según la cual para el años 2024, las centrales termoeléctricas deberán producir el 10% de la electricidad a base de energías renovables no convencionales, una normativa que permitirá reducir las emisiones de gases de efecto invernadero.

La bioenergía se genera a través de cualquier masa biológica obtenida a partir de materia vegetal o animal, lo que se denomina biomasa.

Se trata de un combustible renovable y no contaminante, como lo son la energía solar, eólica, hidroeléctrica o geotérmica.

El uso de biomasa para producir energía ha sido cuestionado ya que algunos alimentos tradicionales como el trigo, algodón, soya o maíz, o árboles como los eucaliptos y álamos, pueden ser utilizados para bioenergía.

Sin embargo, es más frecuente el uso de residuos de actividades agrícolas, forestales y residuos domiciliarios e industriales para producir bioenergía.

En Europa, por ejemplo, donde la biomasa constituye la mayor fuente de energía renovable, se siembran los llamados cultivos de segunda generación para producir biomasa.

El doctor Alexis Vega insiste en que el nopal podría ser un ejemplo muy efectivo.

Ventajas del nopal

La tuna o nopal es una planta de desierto, que tolera condiciones extremas. Es originaria de México, donde además se usa para el consumo.

Plantación de nopal

El quipo chileno planea generar 40 toneladas de materia seca de nopal por hectárea por año.

Puede ser tratada para que no produzca frutos, sino solamente las paletas, que son las mayores generadoras de biomasa.

"El nopal puede cultivarse todo el año en el desierto y al menos dos cosechas al año, por lo que estas plantaciones propiciarán una fuente de trabajo estable para los habitantes de la región", explica Vega.

Otra ventaja es el precio. El doctor Vega asegura que como la energía siempre está subiendo de precio, el precio de la biomasa de nopal será de alrededor de unos US$35 por megawat por hora.

"Pensamos que es competitivo porque el precio de la biomasa de nopal es mucho menor que otras fuentes de energía como el petróleo, el gas, el carbón. Y en el caso de las otras energías renovables como la solar o la eólica son poco eficientes, ya que solo generan energía durante un 20% del año", afirma el especialista.

Otra ventaja de sembrar nopal es que los residuos de este proceso son altamente nutritivos, lo que podrían ayudar a fertilizar estos campos.

domingo, 3 de abril de 2011

Proyecto On Cultivos (parte primera)

Ha llegado a mis manos el proyecto Oncultivos que con un presupuesto global de 33 millones de euros hasta 2009 busca profundizar en los cultivos energéticos. En alguna ocasión ya hemos hecho referencia a este proyecto que empezó a desarrollarse en el 2005 y llega hasta el año 2012 y entre los cuales están coordinándolo el CIEMAT. A continuación iré haciendo referencia al artículo que han preparado los directores del proyecto y que realmente sobre el papel es muy interesante, aunque casi no se encuentran conclusiones y avances del estudio, parte que debería profundizar más porque el texto que se reproduce no transcribe en absoluto un presupuesto de 33 millones de euros. Mucho presupuesto para unas conclusiones muy pobres, al menos por lo que se transcribe en el artículo encontrado aquí. Seguro habrán muchas conclusiones que las reflejadas aquí y suponga una revolución en nuestro entorno rural y energético, situación que de momento no se acaba de atisbar. Hemos leído atentamente el texto referido y se incluyen muchos objetivos del estudio y la motivación que se pretende abordar, pero muy pocos resultados y conclusiones que permitan evaluar esos resultados Lo iremos viendo en sucesivos artículos.
Su punto de partida habla de la potencialidad de la biomasa a nivel mundial para el año 2050 cifrándose en dos veces y media la energía primaria consumida a nivel mundial actual. La parte de cultivos energéticos es un escaso 1 % de la superficie total de cultivo agrícola a nivel mundial por lo que el potencial es altísimo, basado en buena parte en los avances tecnológicos que aseguran una mayor productividad y un cultivo ecológicamente más amigable, por lo que el potencial para los cultivos energéticos es amplio. Según la FAO, el potencial de cultivos energéticos se aproxima a 600 millones de hectáreas. En la Unión Europea, se estima la superficie puede llegar a 20 millones de hectáreas con un objetivo de 144 MTep/año. Además se habla de la reforma de la PAC como un factor tras su reforma puede aumentar su contribución de hectáreas destinadas al cultivo energético.

On Cultivos, una alternativa para el desarrollo de los cultivos energéticos en España

Juan E. Carrasco, Emiliano Maletta y María Aránzazu del Val.

Núm. 325. En Reportaje. Marzo de 2011

30-3-2011

En 2005, un conjunto de empresas, algunas de cuáles ya estaban realizando en España inversiones y actividades importantes en el campo de los cultivos energéticos, junto con diferentes universidades y centros de investigación y otras entidades en el ámbito agrario, deciden promover, coordinados por el Ciemat y su Centro de Desarrollo de Energías Renovables de Lubia (Soria) un proyecto para desarrollar la producción y uso de la biomasa procedente de los cultivos. La propuesta fue presentada ese mismo año para su financiación a la convocatoria de Proyectos Singulares y Estratégicos convocacada por el Ministerio de Ciencia e Innovación, que finalmente fue aprobada iniciándose así el proyecto denominado On Cultivos.

Dentro del ámbito de la biomasa como recurso energético, la producida a partir de cultivos cuya cosecha se destina a la producción de energía es la que presenta un mayor potencial que, según algunos estudios[1], puede llegar a cifrarse a nivel mundial en torno a 1.300 EJ/año, en 2050. Esta cantidad de energía equivale a unas dos veces y media la energía primaria consumida actualmente a nivel mundial y a unas siete veces más que el potencial utilizable de residuos de biomasa.

Los cultivos energéticos pueden ser especies herbáceas o leñosas e introducirse tanto en suelo agrícola como en suelo forestal, en el caso de las especies leñosas.

En 2007, la superficie mundial ocupada por cultivos con fines energéticos fue de, aproximadamente, 20 millones de hectáreas, alrededor de tan sólo un 1% de la superficie agrícola total en el mundo. En su gran mayoría se trataron de especies como la caña, los cereales y diferentes oleaginosas, que se utilizaron para la producción de los denominados biocarburantes de primera generación: biodiésel y bioetanol.

En los últimos años y principalmente a raíz de la gran subida de precios de las citadas materias primas en 2007, el uso de estos cultivos para la producción de energía en competencia con la de producción de alimentos y el uso de la tierra, está siendo objeto de una creciente controversia que, en los casos más extremos, ha llegado a situarlos en el epicentro de las causas de una posible futura hambruna mundial.

Existen, no obstante, diferentes hechos que avalan la viabilidad del desarrollo sostenible de los cultivos energéticos y que ponen en duda las razones esgrimidas en su contra. Asimismo, existen estudios[2] que, en el contexto de un desarrollo tecnológico agrícola y del mercado internacional de materias primas y teniendo en cuenta un crecimiento moderado de la población mundial, consideran posible la alimentación de la totalidad de la población mundial con una superficie cultivada inferior a la actual y con una sostenibilidad de la agricultura superior a la de hoy en día.

Dejando a un lado los movimientos de especulación del mercado que en numerosas ocasiones son los causantes de oscilaciones injustificadas en los precios de las materias primas, es interesante constatar, en lo referente a la disponibilidad de tierras de cultivo, que la propia FAO estima en no menos de 600 millones de hectáreas la superficie arable a nivel mundial disponible de forma sostenible para usos no alimentarios y que la mayor parte de los países tienen superficie agrícola no cultivada, que en el caso tan solo de Brasil superó en 2005 los 350 millones de hectáreas. En la Unión Europea, la Agencia Europea del Medioambiente (EEA), en su informe 7/2006, sitúa a los cultivos energéticos como la principal fuente de energía de la biomasa a partir de 2030, estimando una disponibilidad de superficie agrícola dedicable para su implantación de forma sostenible en torno a 20 millones de hectáreas, en las que podrían llegar a producirse 144 MTep/año de biomasa. Esta cantidad equivaldría a algo más del total de energía primaria consumida hoy en España.

Según Faostat (2011), desde 2001 y hasta 2009, en España ha disminuido la superficie destinada a cereales de secano en 1,8 millones de hectáreas, y en 278.000 ha la superficie total de viñedos a lo que hay que sumar una superficie considerable de regadío. Además, la entrada en vigor en 2013 de las reformas de la PAC va a propiciar nuevos abandonos de tierras en el corto plazo con los correspondientes daños asociados a nivel social y medioambiental que ello supone. Frente a esta situación, las propias reformas de la PAC, la Directiva Europea sobre Energías Renovables (RED) y el Plan de Acción Nacional para el Fomento de las Energías Renovables (PANER 2011-2020)[3] recientemente presentado por el Gobierno, promueven la reutilización de las tierras abandonadas con cultivos energéticos, junto con la mejora del cuidado y la utilización energética de los recursos del monte en España.

De acuerdo a lo mencionado en los párrafos anteriores, la producción de biomasa a partir de cultivos energéticos no solo constituye una alternativa relevante para el desarrollo de las energías renovables y como estrategia de ahorro de emisiones de efecto invernadero sino que, adicionalmente, puede tener una notable incidencia en la realidad social y económica del mundo rural de muchos países, incluido el nuestro.

En el contexto descrito, un conjunto de empresas, algunas de cuales ya estaban empezando a realizar inversiones y actividades en el campo de los cultivos energéticos, junto con diferentes universidades, centros de I+D y otras entidades de ámbito agrario, deciden elaborar coordinados por el Ciemat y su Centro de Desarrollo de Energías Renovables (Ceder), una propuesta conjunta para desarrollar los cultivos energéticos en España. La propuesta es presentada a la convocatoria de 2005 de Proyectos Singulares y Estratégicos del Ministerio de Ciencia e Innovación y finalmente aprobada para su ejecución. El proyecto contempla un periodo de duración de 2005 a 2012. Así surge el proyecto singular estratégico denominado "Desarrollo, demostración y evaluación de la viabilidad de la producción de energía en España a partir de biomasa de cultivos energéticos" (PSE On Cultivos), que hasta la fecha constituye un esfuerzo conjunto público-privado sin precedentes en el ámbito de la agroenergética en España. El Proyecto viene siendo cofinanciado desde 2005 por el Ministerio de Ciencia e Innovación y, desde 2008, por el Fondo Europeo de Desarrollo Regional (Feder). Los datos generales del proyecto se muestran en el cuadro I.

jueves, 31 de marzo de 2011

Los datos de la planta de Andorra

La propuesta de la planta de biomasa de Teruel de Foresta para la producción de 20 MW se presentó ayer. La idea es que se nutra de cultivo energético que va a ser obtenido en un radio de 30 km de la central. Para producir la materia prima de una planta de estas características se necesitarán un total de unas 200.000 toneladas de biomasa y por lo tanto se necesitarán destinar unas 5000 hectáreas a este tipo de cultivo. No obstante, también puede provenir de residuos agrícolas así como de limpieza de bosques que representaría menor extensión, por lo que definitivamente serían necesarias según la empresa unas 3600 hectáreas, siendo en este caso la variedad a plantar chopo que tiene un crecimiento inferior a otras variedades aunque cuenta con la ventaja de que es una especie autóctona. Los puestos de trabajo a crear son una buena noticia aunque el resumen que aparece en el Diario de Teruel suma los puestos de trabajo de la construcción, que esos serán temporales. No obstante un proyecto que genera más de 150 trabajos es un buen dato.


Foresta Capital propone poner en marcha una planta de biomasa

La empresa de renovables muestra interés por los regadíos de Andorra


El director general de Foresta Capital -un grupo empresarial que trabaja en el sector energético, forestal y agrícola desde 2001- presentó ayer en Andorra las lineas básicas de su negocio y planteó la puesta en marcha, en la Comarca de Andorra Sierra de Arcos, de una planta de biomasa de 20 megawatios. Para su funcionamiento se requiere de una inversión de 98 millones de inversión privada (62 millones en fábrica y 36 en plantación).

En una instalación de estas características podrían llegar a trabajar 190 personas cuando esté a pleno rendimiento, 28 empleos en planta y logística, 40 durante la construcción, 104 empleos forestales y 18 en el transporte de la biomasa, que principalmente se produce a partir de maderas de chopos, ya que “para la Sierra de Arcos el eucalipto es un arbol que, por las bajas temperaturas que se registran, no llegaría a crecer adecuadamente”, afirmó el director general de Foresta Capital, Javier Aguirre.

Una planta de estas características está pensada para dar servicio a 33.000 hogares. Su capacidad de generación de electricidad neta ronda los 145.000 megawatios por hora al año.

Las necesidades de la empresa son las de disponer de 3.600 hectáreas de regadío. La zona, según señaló Ros, tiene 17.000. Foresta Capital ha iniciado los “contactos con agricultores y cooperativas para disponer de los contratos suficientes para el número de hectáreas que necesitamos”. Se trataría de plantaciones intensivas de árboles adaptados al riego y de uso exclusivo para la generación de energía eléctrica. Según Ros, los acuerdos con los propietarios de tierras podrían abarcar diversos tipos de estrategias, desde los acuerdos de alquiler a contratos de compra-venta de tierras.

Este tipo de plantaciones “tardan dos o tres años en producir”, comentó el accionista de la empresa, de manera que la construcción de la planta generadora de energía, que tardaría unos 28 meses, “debería ir paralela”.

A 30 o 35 kilómetros

Las 3.600 hectáreas de tierras necesarias para la generación del mínimo necesario para abastecer a la planta de biomasa se encuentran en una radio de “30 o 35 kilómetros”, aunque el accionista de la compañía señaló que también las hectáreas de regadío del Pebea -a orillas del Ebro- podrían aportar materia prima para la planta.

Antes de la presentación del proyecto, el equipo de gobierno de Izquierda Unida (IU) comunicó que hasta el lunes no habían conocido que existiera interés por parte de Foresta Capital en poner en marcha una planta de biomasa en Andorra, y que el desconocimiento era extensible a los portavoces de PSOE y PP, así como a la presidenta de la sociedad municipal Somudán, Mercedes Baselga, edil socialista.


La noticia completa, en la edición impresa.